A disputa pelas vagas ao Senado Federal em 2026 já provoca intensa movimentação nos bastidores da política tocantinense. Com dois assentos em disputa e um cenário ainda indefinido para o Governo do Estado, lideranças tradicionais, ex-governadores, deputados federais e grupos políticos articulam alianças estratégicas que prometem transformar a eleição em uma das mais disputadas da história recente do Tocantins.
Entre os principais nomes colocados no tabuleiro político estão os senadores Eduardo Gomes (PL) e Irajá Abreu (PSD), que devem buscar protagonismo no processo eleitoral. Eduardo Gomes chega fortalecido pela proximidade com lideranças nacionais da direita e pela influência construída em Brasília, enquanto Irajá trabalha fortemente sua base municipalista e o apoio de setores do agronegócio.
Outro nome que ganha destaque nas articulações é o do deputado federal Eli Borges (PL). Ligado ao eleitorado conservador e evangélico, Eli vem ampliando espaço político no estado e pode se consolidar como um dos principais representantes da direita tocantinense na corrida pelo Senado. Nos bastidores, aliados avaliam que sua força eleitoral cresceu significativamente nos últimos anos, especialmente entre lideranças religiosas e municípios do interior.
O ex-governador Mauro Carlesse também aparece novamente no cenário político. Após um período afastado da linha de frente da política estadual, Carlesse voltou a ser citado em articulações de bastidores e pode tentar retomar protagonismo nas eleições de 2026. Apesar das controvérsias que marcaram sua gestão e do desgaste político provocado pelas investigações que enfrentou, aliados acreditam que ele ainda mantém capital político em diversas regiões do estado.
Outro nome de peso que circula nas conversas políticas é o do ex-governador e atual deputado federal Carlos Henrique Gaguim (União Brasil). Experiente e com forte trânsito político em Brasília e nos municípios tocantinenses, Gaguim é visto como uma das lideranças mais habilidosas do estado quando o assunto é articulação política. Sua possível candidatura ao Senado é considerada competitiva devido à sua longa trajetória e capacidade de formar alianças amplas.
Além dos nomes já postos, a eleição também deve ser diretamente influenciada pela disputa ao Governo do Tocantins. A senadora Professora Dorinha (União Brasil), pré-candidata ao Palácio Araguaia, é considerada peça-chave na formação dos grupos políticos que disputarão o Senado. Dependendo das alianças firmadas por Dorinha, o cenário pode sofrer mudanças significativas nos próximos meses.
Nos bastidores, lideranças partidárias trabalham silenciosamente para evitar divisões internas e fortalecer chapas competitivas. A expectativa é de que federações partidárias e acordos nacionais tenham forte impacto sobre as composições locais, especialmente envolvendo PL, União Brasil, PSD e Republicanos.
Analistas políticos avaliam que a eleição para o Senado em 2026 será marcada por disputas regionais, força das redes sociais, influência do eleitorado conservador e pela busca de apoio dos prefeitos municipais, considerados fundamentais para qualquer projeto majoritário no Tocantins.
Enquanto oficialmente muitos evitam confirmar pré-candidaturas, nos corredores da política tocantinense o clima já é de campanha antecipada. O tabuleiro está montado — e cada movimento poderá redefinir completamente o futuro político do estado.

